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Vou andando por um tombadilho ripado a madeira, de um lado janelas e cadeiras de madeira, do outro o largo oceano, por cada passo olho para um lado diferente, ou para os das instalações do navio ou para o do lado da agua azulada.Na zona das instalações repletas de luxo, com pessoas bem vestidas, olhares atentos a quem passa e quem conversa, intervalado no meu olhar estão as janelas que deixam que não veja certas coisas, passei o salão com grandes janelas, grandes candeeiros, mesas minuciosamente orientadas, o Duque senta-se com quem lhe convem, o empresario de diamantes falava cinicamente com o do cobre, porque lhe convem claro, crianças brincam na entrada do lobby na carpete vermelho sangue ignoradas por vozes de fundo, mais á frente está a sala de fumo com janelas marteladas para não se conseguir ver muito bem, enquanto charutos e poquer durarem dali ninguem sai, o fumo esvoaça pela sala que tapa os pequenos vitrais em torno do belo espaço forrado a madeira preta, não me interessa sigo em frente, numas janelas redondas pequenas um pouco maiores que a minha mão, encontra-se a cozinha onde os empregados trabalham incansávelmente, saem sobremesas, pudins, profiterols, chessecakes, carnes variadas, peixes de todos os oceanos, um autentico rodopio gastronomico, sigo em frente o Sol está a por-se e pelo barco ecoa uma musica branda tipica de final de tarde, chego á proa sinto a brisa do mar ali apenas se encontram comigo os derradeiros raios de sol, o silencio e o mar, avança o navio sem medo como eu aqui, o vento puxa-me o cabelo para trás não vassilo e abro os braços, fecho os olhos e tento voar.De repente abro os olhos e apenas vejo mar, só mar, o vazio do mar, solidão do mar, completamente diferente do que vira nas instalações minutos antes da chegada ao fim da embarcação.Por um lado o só, triste e escuro mar do outro a alegria e luminosidade encantada do barco onde me encontro. Ouço o espirito interior, confiei no meu pensamento e já da parte de fora agarrado bem aos ferros do parapeito e a uma corda ali posta por alguem largo-me e caiu no imenso oceano azul por mim passa o barco e venho á tona da água, já devem ter dado por minha falta mas já foram tarde de mais e foi assim o meu Fim.

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