maio 01, 2009




Agora com 93 anos sozinho na sua enorme casa de 24 divisões, pensa no seu passado e no futuro o que resta de cada um, os segundos que passou, os momentos que viveu, as horas em que caminhou.
Com dificuldade em andar dirige-se à biblioteca, mas antes dá uma pequena olhada à majestosa sala de jantar onde ilustres convidados como Madeleine Force, ou mesmo Benjamin Guggenheim jantaram e conviveram, mas isso já passou e o tempo não volta atrás, apenas na velha memoria sulcada pelas rugas da sua nobre cara.
De cabeça baixa fecha a porta lacada da sala e atravessa o enorme corredor, como e fosse um eterno paredão que durante anos a fio viu perto da sua casa de Verão em Carbon Beach, neste instante na opulenta casa segue em direcção à biblioteca,e quando aí chegou abriu a porta e entrou. Os seus olhos olhavam para todos aqueles livros, mas agora os mesmos que ele em tempos lera com o seu pai e a sua mãe não passavam de papéis velhos desgastados e amarelecidos pelo tempo.
Sentou-se na cadeira de couro em frente à sua secretaria de mogno e tirou uma caneta de prata com as letras G. Wilson, o nome do seu pai, juntamente com algumas folhas de papel.

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