junho 28, 2009



Ricos fomos, pobres somos e nem bem nem mal estaremos.

Algo que não se apaga da nossa memória nunca é de certo o Euro2004, que apesar de parecer que foi á uns dias, já lá vão cinco anos. Cinco anos recheados de coisas boas e más para o Mundo, e para cada um de nós, mas o Euro foi de certo uma coisa magnífica sem duvida alguma.
Quem não se lembra das janelas, casa, cafés, ruas e avenidas, travessas e pontes, becos e largos rigorosamente enfeitados com as bandeiras portuguesas, com as cores lusas, o verde esperança, o amarelo sol, e o vermelho sangue.
Foram dias de euforia, de loucura de puro êxtase onde o desporto mais famoso do Mundo conseguiu unificar um povo, 10 milhões de pessoas, mais de 100 cidades, um círculo autêntico.
Os golos eram vida para nós, era uma festa, uma autentica “galhofada portuguesa”, e logo a seguir, ao Portugal – Inglaterra, Portugal - Espanha e por ai fora, uma sardinha assada ou uma entremeada bem grelhada, feita nos bidões enegrecidos pelo carvão, os miúdos brincavam com bonecos do Quinas, os velhos dançavam, uma autentica festa popular, era tempos em que nos sentíamos Povo, até os homens derramavam lágrimas por alguma coisa.
O bombear do coração na final, parou quando aquele golo grego entrou baliza a dentro, o sonho futebolístico português, dissipou-se no ar, as mãos subiram á cabeça, um pingo caiu cara abaixo, uma pequena bandeira ficou desfeita no relvado, ficamos em segundo, uma voz de um velho cabisbaixo soou dizendo na televisão “Esperávamos ter ganho e hoje era até ás tantas, e com isto vamos nos deitar mais cedo”.
Perdemos é um facto, mas apesar da melancolia que rolava no ar, cá dentro aqueles dias iam ser recordados, dias que éramos Povo, Povo que esquecia a inveja, o ciúme, o andar bem vestido, o individualismo.
Em relação a mim, eu quis escrever o mais belo texto sobre este período de tempo de 2004, olhando para trás para nos ver, porque apesar de não gostar muito de futebol, o Euro era o Euro, e era lindo, fantástico, porque de certo que na minha vida só houve um futebol como aquele, um sonho como aquele, uma bandeira sem igual.

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