outubro 06, 2009

E foi á dez anos




Há dez anos, de manhã o País acordou com a noticia que Amália Rodrigues, muito mais que fadista, e muito mais que Rainha do Fado, tinha sido encontrada morta na sua casa em Lisboa.

Tal como Portugal se orgulha do futebol, de Fátima, do Cozido á Portuguesa ou da loiça alentejana também ele se orgulhava desta grande mulher, que nos projectou a todos no Mundo, o Fado português, o melhor de Portugal, nos cinco cantos do Globo em que se faziam ouvir a grandiosa voz desta mulher, que cantou e encantou por imensos países.



Hoje em dia, falamos que cantores portugueses com anos de carreira nunca cantaram em português, isso sinceramente não significa muito, pois o que interessa é o que levamos ao peito, e Amália se ia para Itália e de uma maneira cativava mais o público italiano entoando uma musica em italiano fazia-o, se fosse em Nova Iorque cantava em Inglês, porque o que importa é o sentimento português que é levado na alma.

E com Amália isso denotava-se de longe e ao perto.



-Experiência própria:

Por muita pena que tive nunca vi Amália ao vivo, apesar de ser da opinião de uma colega minha que diz que uma actuação dela "devia ser um espectáculo", e aí concordo plenamente. Ontem, fui ver o Projecto Amália Hoje, e é com grande satisfação que digo, que foi um dos melhores concertos a que já fui, extremamente bem organizado, com músicas muito bem escolhidas da cantora, apesar de essas não ser conhecidas do grande público, possuem letras maravilhosas, são poemas, são histórias, e mais...Naquele Coliseu dos Recreios em momentos sentiu-se Amália de novo.



-Resolvi por este fadinho alegre, visto que apesar de toda a Amália ser um círculo melancólico, triste, com saudade e lisboeta que fazia traduzir-se no seu fado, esta também dever ser relembrada pela Alma tão bairrista que tinha.



"Que a música seja cada vez mais um factor de união e aproximação dos povos"


António Guterres










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