outubro 04, 2009

Ode à Morte

Vieste sem avisar
Tenebre, opulenta
Negra e violenta
Tu, ó tu do teu ceifar

Apunhalas!
Enterras! 
Desterras!

Os músculos do teu pescoço
Caidos pelo chão
Imunes á ignorada imensidão

A respiração falha
Três violinos numa malha
Quatro santas mortas

Eu as matei!
Machado martelado
Brasido não queimado
Eu as mutilei!
O vosso sangue espalhei!
Pela imensidão
Alento desse corpo dado á destruição

Enquanto os gritos
encoavam, ecoavam
Eras tu e os lúgubres mitos

Quando terminei com ela
Tu viste e comtemplaste
Este meu fado suspiraste

Pela casa corpos mutilados
Muitos deles amontoados
Seios pequenos e duros
Como tais muros
Que nunca tentaste entrar

Moças despedidas
Eram meninas vividas
Agora um tão sofridas

Mortas pelo que me fizeram
Mortas pelo que me disseram
Mortas, ensanguentadas
E por ti só por ti, levadas
Ó morte,morte
Dessas terras embruxadas

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