Ode à Morte
Vieste sem avisar
Tenebre, opulenta
Negra e violenta
Tu, ó tu do teu ceifar
Apunhalas!
Enterras!
Desterras!
Os músculos do teu pescoço
Caidos pelo chão
Imunes á ignorada imensidão
A respiração falha
Três violinos numa malha
Quatro santas mortas
Eu as matei!
Machado martelado
Brasido não queimado
Eu as mutilei!
O vosso sangue espalhei!
Pela imensidão
Alento desse corpo dado á destruição
Enquanto os gritos
encoavam, ecoavam
Eras tu e os lúgubres mitos
Quando terminei com ela
Tu viste e comtemplaste
Este meu fado suspiraste
Pela casa corpos mutilados
Muitos deles amontoados
Seios pequenos e duros
Como tais muros
Que nunca tentaste entrar
Moças despedidas
Eram meninas vividas
Agora um tão sofridas
Mortas pelo que me fizeram
Mortas pelo que me disseram
Mortas, ensanguentadas
E por ti só por ti, levadas
Ó morte,morte
Dessas terras embruxadas

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