novembro 21, 2009

Hoje.

Chovia, e chovia... E as gotas escorriam por cima de mim, e eu corria, corria para te alcançar, como tal subida a Torre de Babel, eu também escarpei uma escarpa urbana, e subi com esforço tantos degraus, degraus esses que contam uma história,a tua ,a minha, a do pobre mendigo que por lá deambula, talvez, não sei, não faço a minima ideia. Por entre chuva que ouvia e calava o nosso segredo sobre a cidade, encontrei-te, num versus subida-descida, foi fé, justiça divina, foi a tua dimensão que se juntou á minha, e nós nos unimos, num alicerce eterno, estranhamente com retinências, timidez.
Falou-se numa prosa descrita que voava e voava exactamente como o tempo. Oh! Maldito tempo, esse tempo, aquele tempo, que enjoo.
Um beijo levantou asas, como os passaros na Liberdade, esvoaçam, esvoaçam, como os nossos pensamentos alentos a qualquer tipo de pessoa, movimento, acção, telefonia ou fonógrafo.
Eramos nós.
As palavras estavam absorvidas, os passados resolvidos, as memórias velhas largadas, não restava já nada. O lugar explodiu.Eu fui...mas apesar de te teres ido, cá dentro ficaste e vieste.
 E sabes... Eu agora estou aqui a escrever isto, e tu? A meu lado estás.
E chovia, chovia...

"Tens palavras que conseguem mudar o Mundo"
"Cala-te, não digas nada..."


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