março 11, 2010


Derrotadas.
 Hoje estive a remexer em papéis velhos, coisas esquecidas, que o tempo há muito guardou na gaveta das memórias levadas, realmente, não deixa de ser irónico, a mesma gaveta abre-se numa constante, quase com um fado corrido, abre-se e fecha-se, tão rápido que quase nem dá para ter uma estranha noção, mas deixa rasto, ar vazio, ar oco e saturado do teu nome, da tua presença, que persegue dia após dia, quando vou há janela e vejo a cidade iluminada, ou então quando desço aquela rua, aquela rua onde te ouvi pela ultima vez, dificil entender é se algum dia te voltarei a ver, verei?
 E faço o que? farei? Não sei, nem quero sequer pensar nisso, mas a gaveta abre-se.
 Que tortura, não consigo dormir, não consigo comer, não consigo agir, prendo-me no vicío que deixaste, na modorra ensaguentada que levaste de mim, e eu ainda me lembro daquelas noites...
  E um dia vou-me lembrar de ti? Lembrarei?
 Talvez um dia, mas só por um dia, sabes as pessoas afastam-se...

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