março 08, 2010

Pastelaria Tropical, Pasterial Tropical, o ambiente ideal! - slogan 2009
Tem tanto de mentira este slogan como as tostas tem de gordura. Eu estou saturado do Tropical, as tostas são mais oleosas que certos cabelos, os preços são mais altos que a Mercearia do Peixe, as condições são piores que uma cozinha depois de um terramoto, o atendimento é de uma lentidão pior que uma carro de burros velhos a subir um monte.
 Primeiro chegamos lá, e indepentemente de termos mandado mensagem com o pedido, isso não interessa, pois os velhos e cercianos estão primeiro que nós, aficionados estudantes ou das aulas da Xandrala ou das aulas da Byron, ou da Flá, ou da Mulia, ou do Hercules Mamado, não temos direito á refeição rápida que tanto queremos, enfim, uma tristeza.  Depois pensamos nós, bem vamos comer uma bela de uma buchina ao Tropical que fica longe da escola, que provoca fome, e no auge da estupidez lá vamos nós para o barranco.
  Sentamo-nos, e dizemos o pedido foi feito em nome de Amaral, Amaral? Do meu telemovel! A burrice generaliza-se, na televisão mais um terramoto em Ancara, a empregada passa, a Andreia pergunta se lhe pago o café, a Debora diz que estou com cara de sofrido (podera o cinto estava a apertar com a fome), o Diogo ri, alento á "starving" dos outros. A conversa roda, passa de este para aquela, daquela festa para a outra, das aulas de Geografia, dos professores para a bimbalha escolar, e a comida? Nada, meia hora, quarenta e cinco minutos, e nada, nem um Ice Tea.
 Num auge de loucura ergo-me! O Diogo tipo cão segue sem dar um pio, chego ao balcão faço ar de mau, belisco o Diogo que enche os pulmões de raiva e pergunta: Quer que levemos as tostas á mesa? com uma voz fina quase cristalina, eu passo-me, sento-me.
 Depois de mais meia hora a dizer mal, e mal, lançar feitiços ao café, e desejar que o Diogo fosse para a Cerci porque vimos um "perna curta" a tentar ser a Rosa Mota, as tostas aparecem. O silêncio envolve a mesa, de vez em quando um bocado de galinha picada cai em splash na mesa, ninguem liga, uma mão esgueira-se nas batatas, não importa.
 Depois de uns discretos arrotinhos, vem o café, em escalda.e ouve-se: "O café está esquetado!". O Tropical rebenta, o Diogo deita a agua que estava beber boca fora, a Debora mira com ar arrebatador.
 Não aguentei fumei um cigarro, levantei-me fui pagar,olhei para a maquina e vi: "Hummm, Camel a 2euros e 20, tem graça".
 A dona vira-se. "Peço desculpa mais uma vez pelo atraso"
 Nós olhamos, e ouve-se uma voz: Pega no chapéu roubado, vamos embora.

1 comentário:

DéboraR. disse...

ahahaha :)
Muito bom este porra !
O Amaral depois de ter estado HORAS á espera , ainda pergunta a mulher se quer que levemos as cenas pa mesa --''
2,20€ ?! Intrigante
NUNCA MAIS ALMOÇO LÁ