março 15, 2010


"Sabes, estou-me a rir, de mim próprio,e sim já sei o que dizias se estivesses aqui, mandavas-me logo uma qualquer.
 Mas é facto estou-me a rir, e a pensar, aquilo que poucas vezes fiz contigo, pensar de ser um acto tão banal mas que de facto, durante aquele tempo era complicado fazer. Enfim, tretas, o Mundo nem chegava.
 E aqueles dias? Que dias, a correr pelo por-do-sol? Meu Deus, o tempo voa parece que foi ontem, e daquela vez na rua? Que figuras, e eu nem pensava, nem pensava em mim, nem no que os outros iam achar, até podia andar descalço, routo, ou nu, o que importava? Nada mesmo.
 E rio-me, e rio-me, e olho para as fotos, as fotos, que nojeira de  cenário péssimo, tempo péssimo, tudo péssimo, as caras estavam nojentas da chuva ou do pó eu já nem sei, eu já nem sei.
 E ainda bem que voltaste a trazer essa felicidade ao pátio, o resto não importa... É taxativo, se me perguntares? Prescindo, prescindo do trabalho, das pessoas, da dor, da mágoa, do café, do tabaco, e de outros vicios tais, porque? Para me rir, ora essa"

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