abril 14, 2010

Madrugada sossegada.
Não se ouvia um unico passo na rua, os pássaros haviam adormecido há muito, não havia Vento, mas existia luar que prateava os telhados e a calçada que jazia pelos terrenos. Por entre umas janelas de vidro martelado eu observava a paisagem, translúcida agora, com fuscos de luz prateada rugosa que tombava na ribeira, não conseguia distinguir bem as coisas umas das outras, foi este o ponto que eu e tu chegamos, não conseguiamos distinguir o bem e o mal, o que era "prateado" e "noite serrada". Nós chegamos a esse ponto, ao ponto do vidro martelado, em que não me consegues ver bem, apenas me ves desvanecido, eu vejo-te, aliás eu já te vejo, pois a força do Vento havia benzido e cegado o meu olhar, os peixes verdes.

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