Depois da tempestade vem a bonança, todos os dias espero por ela, sentado no segundo degrau, de três da minha lívida escada de mármore branco, espero mas nunca mais chega, é como a espera do camponês pela água na sua terra, um aguardo desesperante, enfadonho, triste, é como a minha espera é longa e distânte, fria e quente, com luz e escuridão, com pranto e alegria.
Não sei, ás vezes penso que os sentimentos são um caleidoscópio incrustado na nossa mente, são tantos, são confusos, uns são distintos, outros desvanecidos. Por isso mesmo, é que com as cores do nosso caleisdóscopio nós pintamos a nossa vida da forma que nós bem entendermos.
E depois da bonança voltará sempre uma tempestade.


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