agosto 22, 2010

Anda, chega-te mais perto, encosta-te a mim, despe-te, quero sentir o teu corpo, acariciar-te, sentir o teu cheiro, o teu perfume caro...
 Despe-te para mim, tira a tiara, tira esse lindo colar de diamantes e pedras raras, tira esses brincos em esmeralda fria, simples. Deixe-me ver a tua silhueta nua, tira o teu arrebatador vestido preto, retira as meias, os sapatos vermelhos, larga-os, chuta-os para um canto, dança para mim com essa tua lingerie cara e fina, de seda creme, e excita-me com esse teu olhar lindo, faz movimentos de deusa e primadona...
Sê minha, nua sem nada, sem pedras que te enganalam como musa de temas, agarra-te a mim, e beija-me mulher fogo, mulher diabo, mulher anjo. Amo-te!
Sê minha, não por uma noite, porque isso é o que os que não te podem ter pedem, uma noite é muito para eles, para mim é uma hora desconcertada, vazia e sem nada.
Sê minha, possui-me como mulher que és, leva-me daqui, porque eu te posso ter, não por ser rico de dinheiro, pois sabes que não te posso pagar esses brincos de esmeralda, ou essa tiara de prata, mas sou rico á minha maneira, uma riqueza unica, em que tu podes ser a minha maior pedra rara, podes passar cristais, safiras ou rúbis, és mais valiosa que isso tudo. Mas junta-te a mim bela criatura.
 És minha.
 Sou teu.

(E havia sido um sonho tão maravilhoso)

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