O barco
Ando cansado, não me apetece viver, já gastei tudo, o tempo, as horas de espera, os bons e os maus momentos, tudo, tudo acaba e nada tem o seu começo.
Não me sinto ao tempo, já não consigo falar comigo mesmo, custa-me respirar, e o mal alastra-se pelo meu corpo como água por um barco á nora, vou desisitir não há nada que me faça dizer que vale a pena, que devo lutar, que devo continuar a andar, até o voo me tiraram, olha eu que adorava voar, e sempre que perguntavam por mim, lá andava eu, a voar, a voar por ai, a ver pontes, cidades, gente, vidas. Mas agora não já nem isso consigo fazer, sinto-me como um barco sem bússola, não sabe para onde ir, não tem rota, e não tem meta a atingir, apenas divaga pelo imenso mar, e é o que eu aqui faço, divago e divago pelo imenso não mar, mas pelo Mundo, cheio de gente, cheio de tudo e na verdade cheio de nada.



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