dezembro 22, 2010

Os três momentos de um adolescente
Ainda tenho tanto para dizer, ainda tenho tanto para escrever, ainda tenho tanto para fazer.
 Para que morrer já? Não vale a pena, vamos continuar a lutar, não dizem que estamos num luta constante? É arriscar, quem não arrisca não petisca.
 Não espero o Paraiso, quero um espacinho calmo, sossegado.
 "Eu ainda tenho um papel em branco e tanto para dizer"
  
 Estou a ter extases, estou a tremer que nem varas, tenho frio, tenho fome, tenho medo, tenho tudo...
E caraças que não tenho nada! Puta, que me fazes mal.
 Não desisto, e vou me despachar, vou correr e ainda vou apanhar a rapariga a tempo, beija-la e adora-la, então se é puta que o meu troco ainda lhe seja um misero tesouro.
 Tenho tudo... Mas não tenho a Puta esventrada por aqueles marinheiros todos, quem me dera ser um marinheiro para a esventrar também. Rapariga, rapariga, Puta, Puta...

Já fui tarde, chove... As pessoas recolhem-se, os candeeiros acendem, desbravo bosques urbanos...
 Perdi-a, ela morreu, ela foi o tostão que me caiu na sarjeta...
 Que seca de miúda, o que vale é que nunca gostei dela, nem sei se de mim gosto, quanto mais...
Miséria, olha afinal já não tenho nada...
  E agora? Olha vou ignorar e nos meus pensamentos masturbados, ela vai ser a mão que se ergue no alto e se decaí com força... Nos três estados

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