janeiro 18, 2011


"O vento do Norte
Do Norte soprava
O norte era frio
Agente gelava"
                                  Maria da Fé

Ontem à noite senti pela primeira vez este ano, o vento a mudar bruscamente de rota, por cima do meu telhado um reboliço de ar forte, frio, tenebroso mas coerente de si mesmo deu sinal de si, novamente.
 Já não é novidade e sinceramente já me encontrava à espera que ele altera-se o seu rumo, mau é saber de facto o que é que ele quer de mim; Vai querer mais uma vez que mude de caminho? Ou vai querer que eu troque as voltas?
 Ainda não percebi apesar daquela corrente de ar continuar a levitar apressadamente por cima da minha janela, e é tão insurdecedor...
 Sei que levantou uma réstia de poeira, que levantou umas quantas folhas e mais umas quandas bilhas de barro tambem rolaram como cabeças à conta do vento, e ainda e acha mais esperto que eu.
Ma desta vez eu vou lhe trocar as votlas, eu não vou nem partir, nem sair deste sitio.
 "Estás a ouvir? É ele, o vento", hoje já não me interessa, talvez até se canse e passe a sua real ventania pra outro lugar, a sua ventania e as cinzas que a força d´ele levanta.
 Atrevo-me dizer: Nem tudo o vento levou.

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