julho 06, 2011


Contado ninguém acredita!!
Diz a sabedoria popular do bom povo português: não há duas sem três.
 É mesmo delicioso quando num final de tarde ao fim de ouvirmos bacoradas balneares do genero: "Se eu sou o salvador tu és a salva-vidas" entre outras da nossa tão bela e já aqui escrita Epoca Balnear Portuguesa, surge a vinda para casa, o cansaço dos gritinhos das crianças, os yo yo a lutarem na areia como se uma geisha estivesse a dispostar, as brasilerinhas de raça com seus fios dentais até acima, até aqui tudo muito bem, mas quando falamos de transportes a coisas muda de figura, muda de figura e de transporte.
Pela bela linha de Cascais bem ao pé do Optimus Alive a meio de Algés o comboio pára, estremeçe e todo o povo do vagão se empurra contra os vidros para ver o Festival, alheios à paragem do dito cujo meio de transportes, os estrangeiros riem muito, acham um piadão e dizem "Octimus Alife" e com muita joça falam e falam também eles alheios ao estremecimento da coisa, porém num banco sozinho com ar giro mas podre ao mesmo tempo, com ar de quem foi espremida até ao cacho está uma mulher toda xpto que acha um escandalo abissal, faz quinhentas e sete chamadas (na ansia de lhe aparecer um helicopetro e leva la dali pendurada), enfim tristes stresses desta cidade meio adormecida meio acordado e com cabelos desgrenhados.
 Quinze minutos. Meia hora. Uma hora. Fechados num vagão, parados ao som do rock do Optimus e com uma mulher meio sexy meio rouca a dizer "Informamos que tivemos uma acidente e não forçem as portas" a confusão instala-se mas não pelo acidente, mas sim porque algures no festival começou uma banda rock punk slut e toda a gente queri empolgar-se no vidros, independentemete de se estar a retirar uma bomba do nosso comboio. Depois um homem, daqueles pai jovial mega fixes mega porreiros que poem os pés em cima dos bancos mais as filhas porque é fixe e cool e mordernaço, informa os restantes passageiros que temos de abandonar o comboio e sair na estação. Tudo corre, tudo continua a rir, e tudo estupidamente continua a olhar para as janelas!
 No meio do embaraço de se ver já um braço ou um outro membro qualquer de um fulano que se lançou á linha, separa-se tudo em Algés. Seguimos para o 15, o electrico morderno e comodo que se assemalha a uma centopeia robótica.
O povo já nada bem do incidente do comboio entra à bruta para o electrico como se de um tsunami ou de uma praga de gafanhotos estivessem a fugir. M E D O.
20 metros. 50 metros. 100 metros. O electrico pára e ouve-se uma voz: "senhores passageiros é favor de abandonarem o meio de transporte visto que esta um carro a impedir a linha, ou seja, a continuação do trajecto" e pronto ali é tudo largado no meio de Algés, que é lindo e maravilhoso, e logo à frente estava uma autocarro: tudo se amontoa, a estrada quase se transforma num ringue de luta para entrar dentro da viatura, uma velho é engolido pela porta principal quase sendo esmagado. Ninguém lhe liga.
O autocarro a toda a velocidade, mais parecendo o Speed ,da Sandra Bullock, pára em Belém e todo o mundo sai, mas sai pra onde!? Fomos apanhando caminho, tipo cabras, até outro electrico onde o condutor fez um imbróclio para não entrarmos, mas o povo é quem mais ordena e lá se entrou. E pronto passe assim duas horas da minha vida, entre transportes, e rudezas, bimbalhadas e egoismos, é tão bom ser português, que há dias que não me apetece nada sair de casa.

Sem comentários: