setembro 07, 2011



A Confiança e o Disparo.


A primeira palavra é igual à segunda, a confiança é tal e qual um disparo: tem um alvo, tem uma mira, tem um som, tem uma consequência, tem uma acção, tem um fim, uma DESconfiança.

Muitas vezes "disparamos" sem saber, sem querer, porque temos necessidade, porque nos faz sentir ouvidos, tal como uma arma sentimos poder quando a carregamos, abaixo de nós está tudo e todos, nós temos a arma, nós temos a confiança, nós temos tudo.

Mas depois vem o tiro, a maldade, vem o Mundo, vem o céu, vem a àgua da chuva que não escorreu, e ainda esvoaça pelo ar restos de poeira doirada do temporal do sonho de ontem. Sonho? Pesadelo, pesadelo a quem chamamos tiro, desconfiança para os ignorantes, uma merda qualquer que os parvos se auto-mentalizam e se sodomizam constantemente.

De quatro, de pernas para o ar, de pernas abertas, pela frente, podemos percorrer todo o livro do Kamasutra, que somos sempre fodidos pelo tiro, e sim falo assim, porque o Hoje deixou de ser textinhos bonitos, recheados de flores e vales encantados, com pessoas adoraveis, o hoje resume-se a disparos, a tiros, a confianças sangrentas.

Aliás, e resumindo porque o Vento não me está a deixar continuar escrever, nós confiamos para nos sentirmos vivos, assim como confiamos para nos sentirmos alguem, com a pistola nos punhos, mas atenção porque antes da nossa arma, já temos outra apontada ao crânio com uma bala pronta a sair.

Eu? Vou disparar contra mim mesmo, não é suicidio, é auto-confiança, assim ninguém me mata, e se fizer mal, faço-o a mim mesmo.

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