novembro 24, 2011


Interrompi o estudo.
Pus os auscultadores nos ouvidos. Comforting sounds a tocar, suave, surrateiro.
Começo a escrever.

"Tenho andado com arrepios, e dizem que quando isso se dá é porque a Morte passa por nós, então só ontem por mim passou três vezes, no mesmo sitio, um sitio quente.
 Não sei, acho que é um pronúncio de morte, é um pronúncio de que o Vento está novamente a mudar de rota, que vai levar isto tudo novamente com ele, agora não o consigo sentir soprar, mas acho que ás vezes ouço declamações suas à janelas enquanto alheio a tudo o resto só me encontro ali eu, o cigarro, e o Vento.
 Já tinha alguma falta de escrever sobre esta Figura, de vez em quando faço-o, mas só mesmo em ocasiões especiais, diferentes, aliás quando ele muda de rota. Mas não sei, eu acho que ele agora não está a ser tão brusco, tao forte e já não apresenta tanta agonia como antes, mas não sei. Não sei, se ele me está a enganar e se a certa altura vai dar de si e vai puxar tudo para si (inclusive eu), enfim.
 Desgraça, palavra que ponho na boca daqueles que não gosto e que agora venho escrever para aqui, sem jeito, sem estilo, sem cabeça, e sem sentido, sempre lidei bem com ela, porque para mim o vento e a desgraça brincavam juntos na casa da Morte, isto para mim sempre foi um circulo vicioso. Portanto se aqui escrevi Morte, Vento e Desgraça é que algo se vai suceder, nem eu sei o que, nem eu sei quando apenas sei que se vai passar algo."

De repente a inspiração cortou-se, talvez devido á musica se ter acabado.
Esboço meio sorriso de meia satisfação.
Por hoje chega, ate amanha.

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