novembro 17, 2011


Vais-te embora, e agora é que pensei a sério nisso...
 Tu vais-te mesmo embora e eu ainda não me tinha apercebido do quanto doloroso isso é, nunca tinha entendido o que é sofrer por ausência (a tua ausência), eu não te vou ver, já estou a imaginar os meus dias a passar e a passar sem defenição de cor, sem defenição de tempo.
 Meu Deus, estou a meter as mãos á cabeça por só agora ter entendido, só agora.. Aliás estou demasiado balbuciante para escrever o que quer que seja, pois as minhas mãos encontram-se secas como palha, porque a água de todo o meu corpo subiu aos meus olhos que a fazem verter como cascatas verdes, o meu verde.
Até isso...Acho que eles mudaram para negro, estão de luto porque vais embora, até isso, até isso, conseguiste sair e levar contigo o verde dos meus olhos, a água do meu corpo, mas não levantaste o que mais sentido fazia, eu, para estar perto do teu eu, para me devolveres toda a policromia, para me devolveres toda a água.
E partiste...

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