Hoje vou falar de um facto, hoje não vou por qualquer tipo de imagem, hoje não vou dizer gracinhas nem falar disto e daquilo vou falar de um facto, de um facto meu que me aconteceu.
Sexta-Feira passada fui, como muitos jovens da capital, para o Bairro Alto para mais uma noite de copos e festa com algum dinheiro no bolso, mas mesmo assim achando sempre que devia ter levantado mais porque podia não chegar e não sei que...
Até que no auge já da minha alegre bebedeira em plena rua da Atalaia olho para o meu lado e vejo uma velhinha, uma velhinha normal com um xaile e uma mantinha sentadinha num banco ao pé de uma porta, que julgo ser a sua casa. Na sua frente tinha outro banco com um tabuleiro com uma rendinha e por cima dessa mesma renda vários tipos de bolos, de pasteis para venda, uma coisa simples coberta com um pano para não arrefecer, incrivel como me lembro disto tudo, e também me lembro que fiquei parado, imóvel, quieto ao olhar para aquela cena, não sei se posso dizer triste ou simples, porque a mim apenas me deu vontade de comprar todos aqueles pasteis, porque via-se nos olhos da senhora a palavra NECESSIDADE, via-se nos olhos a palavra POBREZA e via-se nos meus olhos a palavra PENA, uma coisa que eu detesto ter e que digo que só tenho daqueles que odeio, mas aquele episódio mudou tudo, mudou pelo menos o meu sentido da palavra pena, não sei, parece que me tornei mais humano, menos egoista, parece que saí de mim e vi o meu espírito consumista, fútil e parvo e vi o espirito rico daquele pobre senhora, por mim tinha comprado tudo já disse, mas não dei um único centimo, e agora que penso nisto sinto-me tão mal, aliás sinto-me péssimo, e não sei se aquela velhinha, que devia era estar na sua cama quetinha e ouvir os jovens cá fora a divertirem-se e a relembrar a sua idade, apenas vive com duzentos euros e deles cem são para medicamentos, eu não sei se ela passa frio ou não, eu não sei se ela chora todas as noites, eu não sei, aquela cena deixou-me repleto de "nãos sei".
Apenas sei que quando lá voltar vou fazer alguma coisa nem que seja comprar um bolo ou um pastelinho porque para aquela senhora acho que o maior conforto dela não seria uma bebida em copo xxl ou uma roupa qualquer da marca X ou Y, seria a venda de um bolinho, uma coisa tão simples e que me fez vir aqui fazer uma pequena homenagem aquela grande senhora que enfrenta o frio, as bebedeiras, as calamidades do Mundo para vender as suas coisinhas...
E que parvo que eu fui...
Sexta-Feira passada fui, como muitos jovens da capital, para o Bairro Alto para mais uma noite de copos e festa com algum dinheiro no bolso, mas mesmo assim achando sempre que devia ter levantado mais porque podia não chegar e não sei que...
Até que no auge já da minha alegre bebedeira em plena rua da Atalaia olho para o meu lado e vejo uma velhinha, uma velhinha normal com um xaile e uma mantinha sentadinha num banco ao pé de uma porta, que julgo ser a sua casa. Na sua frente tinha outro banco com um tabuleiro com uma rendinha e por cima dessa mesma renda vários tipos de bolos, de pasteis para venda, uma coisa simples coberta com um pano para não arrefecer, incrivel como me lembro disto tudo, e também me lembro que fiquei parado, imóvel, quieto ao olhar para aquela cena, não sei se posso dizer triste ou simples, porque a mim apenas me deu vontade de comprar todos aqueles pasteis, porque via-se nos olhos da senhora a palavra NECESSIDADE, via-se nos olhos a palavra POBREZA e via-se nos meus olhos a palavra PENA, uma coisa que eu detesto ter e que digo que só tenho daqueles que odeio, mas aquele episódio mudou tudo, mudou pelo menos o meu sentido da palavra pena, não sei, parece que me tornei mais humano, menos egoista, parece que saí de mim e vi o meu espírito consumista, fútil e parvo e vi o espirito rico daquele pobre senhora, por mim tinha comprado tudo já disse, mas não dei um único centimo, e agora que penso nisto sinto-me tão mal, aliás sinto-me péssimo, e não sei se aquela velhinha, que devia era estar na sua cama quetinha e ouvir os jovens cá fora a divertirem-se e a relembrar a sua idade, apenas vive com duzentos euros e deles cem são para medicamentos, eu não sei se ela passa frio ou não, eu não sei se ela chora todas as noites, eu não sei, aquela cena deixou-me repleto de "nãos sei".
Apenas sei que quando lá voltar vou fazer alguma coisa nem que seja comprar um bolo ou um pastelinho porque para aquela senhora acho que o maior conforto dela não seria uma bebida em copo xxl ou uma roupa qualquer da marca X ou Y, seria a venda de um bolinho, uma coisa tão simples e que me fez vir aqui fazer uma pequena homenagem aquela grande senhora que enfrenta o frio, as bebedeiras, as calamidades do Mundo para vender as suas coisinhas...
E que parvo que eu fui...

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