junho 14, 2012


Não me deixes.
Será assim tão difícil entenderes este pedido? São como cravos caídos pela noite em que deixaste o teu perfume esvoaçante no céu. Não me deixes, não me deixes, não me deixes.
Eu que sempre fiz tudo por ti, dos sete mares atravessei oito, dos cinco continentes procurei-te em seis, eu fiz tudo por ti e tu usaste-me, deitaste-me fora, espetaste-me uma facada daquelas em que fui eu que avancei para ela, porque sabia que ao fazê-lo pelo menos enquanto a entranhavas na minha carne eu olhava uma ultima vez nos teus olhos.
E deixaste-me...

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