dezembro 13, 2012

Ouvi-te hoje.
Foi muito estranho relembrar essa voz ao fim de tanto tempo, sinto-me bem, as palavras vão-me saindo da ponta dos dedos, fáceis.
 Nesta chamada não me lembrei bem do passado, lembrei-me de algo desvanecido, longe, secalhar foi isto que me levou a entender que as coisas estão a recuperar, a melhorar.
 Mas eu não consigo acreditar em ti, e falas-me disto e daquilo, e talvez eu até represente o bem de mais para ti, porque hoje eu entendi que o que tu precisas é que te representem o mal...
Mas eu gosto de ti, sinto-me bem ao ouvir-te, quero ver-te, apetece-me, já me sinto forte o suficiente para o fazer, ao final de meses ganhei forças, mas também se nao fosse eu, ainda hoje não falávamos... E a tua desculpa é sempre a falta de tempo.
 Tento não ser hipócrita, mas não consigo.. Não consigo porque deixei, como sempre, coisas por dizer, coisas essas que já espero estarem desvanecidas e longe, tal como o passado no presente da última chamada.
Perguntaste-me se me tornei diferente?
 Claro, a partir do momento em que levei um pontapé da tua vida nunca mais te consegui olhar daquela maneira, maneira essa que tu já olhas para outras pessoas.
 E vou continuar a ver desvanecido o tempo, desfocado o tempo, espero sempre tirar os oculos do passado para nunca te ver nítida.
E mesmo assim, não fiz nada,
 Mas peço-te desculpa.

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