
Tempo: Arco de volta e meia, que vai na volta e troca-nos as voltas por lugares em que voltamos e que ainda pensamos em dar mais uma voltinha para adoçar o paladar.
Era uma vez, uma pequena menina,que nasceu numa pequena cidade algures num pequeno país.
Essa mesmo, sempre soube aproveitar o que lhe deram, desde o materialismo ao afectismo, encarava a vida de modo alegre, com os seus olhos de amendoa que levava consigo para onde quer que fosse, rica ou pobre na realidade as coisas não lhe interessavam muito, talvez saisse ao seu pai, que apesar de ser poderoso mas ao mesmo tempo generoso, era um homem de paz, e de barriga também, a sua mãe trazia consigo o pranto no rosto, mas era um anel cravado a brilhantes, sincera e honesta, zelava pelo bem estar do filho.
Sempre foram felizes no seu apartamento, onde dois grande potes opunham-se na entrada misturando o Outro tempo, com este, alternando assim uma bela historia, numa rica cidade famosa pelo seu jardim, onde essa mesma rapariga, Maria, tanto gostava de passear. O jardim? Era um misto de selva, oasis e mata e talvez floresta, as grandes arvores refrescavam Maria, embeveciam-na de sonhos mágicos nos quentes Verões daquela cidade há muito mineira.
Certo dia, é dado a Maria um irmão, energetico, feliz, um tanto travesso fazendo assim mais um motivo de felicidade para aquela perfeita familia. Dias de Sol, sucederam-se a dias de chuva, de frio, neve, e trovoes, o jardim lamaçento agora, de arvores depetidas, onde as suas estatuas com as gotas de agua pesadas e grossas da chuva pareciam chorar, o vento mudou, e aquela familia também.
O destino encarregou-se do petiz, que por partidas e contra-medidas, adoeceu, e nada podia quase salvar o pequeno, nem mesmo os bonitos potes, ou a bela casa onde agora viviam, com extrema organização, não estando nada ao acaso, copos de pé alto, tectos e portas brancas, bonitos castiçais e suptuosos corredores, apesar de tudo, nada daquilo era agora valorizado, nada, o menino estava á beira da morta, Maria não sabia como reagir, contava com os pais, e uma avó, enquanto a outra possivelmente tecia fios negros para a vida daquela pobre gente. Já quase sem esperanças, a criança acaba por recuperar, uma dádiva diziam os medicos, um louvor para os pais, uma paz para Maria.
Depois disto, quase uma maldição de abateu sobre aquela casa, assaltos, mortes, falsidades, Maria tornou-se quase uma pessoa frustada, ladeada por amigos uns por interesse, outros por caridadezinha. Até que um dia, o mal dá treguas a Maria, e ela conheçe alguem. Que acaba por mudá-la por completo um tanto para bem um tanto para mal, viviam intesamente, como o seu azul tocando a serra, onde a sua magoa torna-se a sua sede, e bem no mar ao Sul da sua terra deixa o seu coração seguir na mão da sua cara metade, foram tempos de luta e tempos de gloria, mas terminando o Verão termina essa paixão, e Maria sofre, porque o coração sangra, e a alma doi, comete as maiores loucuras por amor, e apoia-se no alpendre da desventura.
Com o tempo a passar, entre duas pessoa á coisas que melhoram, outras que pioram, acaba por ser como tudo, por nem tudo o que parece é verdadeiramente. Uma criança será sempre inocente? Um cigano tem de ser obrigatoriamente má pessoa? e um vadio poderá já não ter sido rico? Sinceramente, xiste muitos factos que desconheço, mas um sei ao certo, e sse jamais de irei esquecer que é o seguintE ; Maria, é como o trigo loiro do alentejo apenas existe ali, e num Mundo inteiro ela, é impossivel de igualar.

1 comentário:
É possivel que a Maria, trigo loiro do alentejo, nunca dê por terminada essa paixão, porque por vezes não existem pontos finais, existem pontos e vírgulas. São apenas pontos de vista, e o futuro ninguém sabe. Mas do presente todos sabemos, e é nele que lutamos. E essa maria tem forças para nunca desistir de lutar por aquilo que lhe é mais importante. Talvez pela diferença que marca em relação às outras pessoas, não age como a restante sociedade, não se fica, não aceita a vulgaridade do amor, luta no castanho pelo verde, pura loucura, talvez, mas impossível de igualar.
A história poderia ser interminável. Talvez seja.
Gostei imenso.
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