novembro 10, 2009



Lembro-me das noites em que passavamos horas ao telefone, que riamos, que choravamos, que em bebedeiras de sonho tu dizias coisas capazes de mudar o Mundo, e mudar-me a mim.
Lembro-me como se fosse ontem, cada chamada, cada passagem,  cada noite, dia após dia, noite apos noite de Verão, conviviamos a paixão e bebiamos café.Oh que tempos, tempos em que havia tempo.
 Agora esse tempo terminou, morreu, tu saiste pela porta, e eu enverguei por outro caminho tbém, tenho saudades tuas, já não te vejo há uns tempos.
 Lembro-me das gargalhadas que davamos, as discussões que tinhamos, as parvoices, as loucuras, as escapadelas a meio da tarde, o primeiro beijo que esse mesmo sitio guarda rancor, e uma triste tristeza agora assombra aquela "charneca", por confusões passadas, parvoices da idade, que ainda hoje perduram, evito passar por aquela casa recorda-me de ti, e recorda-me outras boas coisas que infelizmente terminaram. Mas pronto, não vou escrever aqui um Ode Triunfal.
E lembro-me de ti, e lembro-me do Verão e lembro-me de nós.

1 comentário:

Anónimo disse...

='C
não sei se é para mim,
mas meu coração diz que sim...

como acredito em magia acredito que a janela pode abrir-se trazendo o que o vento levou...

p.s...