maio 10, 2010

És pior que o Diabo, esse triste que numa noite de lua sem luar te apunhalou nas costas, puta, vaca, sofre, sofre e sangra esse teu sangue vermelho e venenoso como os sapatos que naufragavam junto á praia da morta da tua mãe, morta sim, afogou-se, coitadinha, era ela a dona dos sapatos vermelhos, que agora dão à costa, miséria, a sério misérivel gente. Por mim, tinham todos morrido, mas de morte lenta e dolorosa, com os sapatos vermelhos por perto, o sangue que saía dessa tua artéria solta que sirandava de um lado para o outro, no teu tenro e apetecivel pescoço, enquanto arregalavas os olhos em dor, salpicava os sapatos, mas o teu sangue era da cor dos sapatos, e diabos me prendam nas suas cavernas do inferno se tu minha grande puta não os calçaste, mas porque? És como a galdéria como a tua mãe, só queria era os vermelhos...
Para tudo! Pára! Pára de gritar em silêncio, que apesar de eu ser duro de ouvido, vejo nos teus gritos esguichos de sangue que sarapintam tudo, até o meu corpo.
 Não quero saber sua rameira, foi o destino que escolheste, morre, e apodrece nesse chão e espero bem que sejas debicada por abutres que levem aos pedaços essa tua vil e infectada carne, és como peixe podre, geras focos de infecção.
E quanto aos sapatos... Talvez outra inconsciente cabra os leve, como tu os levaste.

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