Então e nós?
Nós, já não sei, já perdi a conta das vezes que te tentei puxar para mim, já perdi a noção do tempo que gastei a pensar em ti, a sério por um lado acho que já levaste o que restava de mim, e eu já me deixei levar por ti.
Não existe percepção nem temporal nem universal que consiga explicar o que é isto, sim isto, porque não tem outro nome, é ridículo, é cansativo, desgasta, moí, mas acima de tudo magoa e muito.
Porque é que eu digo então "nós", não existe um nós, aliás nem haverá, porque tu não queres, porque eu não quero, apenas me quero despir de ti para sempre, desejar que o meu desejo não fosse ter-te desejado.
Entre nós já não se passa absolutamente nada, e enquanto eu vou andando pelo longo passeio, tu estás lá ao longe, a um canto lúgubre, um canto no tecto do Mundo, onde eu próprio te deixei, mas na verdade não ficaste só porque em ti deixei o meu coração.
Nós somos nós de nós mesmos.


2 comentários:
"penas me quero despir de ti para sempre, desejar que o meu desejo não fosse ter-te desejado."
sem palavras mesmo.
Awesome :) Adorei o teu texto! O Amor torna-se por vezes mesmo ridículo. Aquilo a que chamas "isto" entendi como sendo tal sentimento, desculpa-me se estiver errada.
Tal como dizes, é cansativo, desgasta, moí e magoa.. mas muitos de nós ao senti-lo fazemos questão ou pelo menos oferecemos alguma resistência a aceitar apenas a possibilidade de desistirmos dele... Mesmo que digamos que queremos esquecer e virar a página.
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