Chove, noite sossegada, pela rua apenas deambulam restos de folhas ou restos de memórias que se desprenderam de alguém, pudera, este vento, que leva as folhas que faz a água escorrer estrada abaixo, que afasta e une, afasta e une as árvores que já sentem um pronuncio de Outono que lhes sopra aos ramos.
O Outono, é decadente, é a altura do ano em que tudo quase morre as flores, as cores, os espaços ficam com uma nudez escarlate e amarela torrada que mói o olhar de quem com saudades do Verão fica, mas tudo é ciclico, e tudo o que morre nasce e tudo o que nasce volta a morrer, é como a paixão, que acende em meados primaveris se torna tórrida no pico do calor e que morre no Outono, ou então que apodre deixando só rastos singulares de vagas pétalas pisadas pelo chão.
No Outono deixamos de ver caras bonitas, tudo fica mais gasto, tudo ganha tonalidades turbeculosas e tísicas, tudo procura o regaço de alguém ou o breve abraço que serve de afágo enquanto por cima dançam gotas numa premonição de trovões, é no Outono que as despedidas se tornam mais agonizantes porque nos habituamos a algo que o vento leva.
Mas é o Outono que me trás do passado restos de folhas castanhas que na minha cabeça estão sempre verdes, porque dentro de mim será sempre Verão e haverá sempre calor.
O Outono, é decadente, é a altura do ano em que tudo quase morre as flores, as cores, os espaços ficam com uma nudez escarlate e amarela torrada que mói o olhar de quem com saudades do Verão fica, mas tudo é ciclico, e tudo o que morre nasce e tudo o que nasce volta a morrer, é como a paixão, que acende em meados primaveris se torna tórrida no pico do calor e que morre no Outono, ou então que apodre deixando só rastos singulares de vagas pétalas pisadas pelo chão.
No Outono deixamos de ver caras bonitas, tudo fica mais gasto, tudo ganha tonalidades turbeculosas e tísicas, tudo procura o regaço de alguém ou o breve abraço que serve de afágo enquanto por cima dançam gotas numa premonição de trovões, é no Outono que as despedidas se tornam mais agonizantes porque nos habituamos a algo que o vento leva.
Mas é o Outono que me trás do passado restos de folhas castanhas que na minha cabeça estão sempre verdes, porque dentro de mim será sempre Verão e haverá sempre calor.

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