Chegou a hora perigosa, aquela hora em que eu tanto evito, que tanto há tempo oculto, até quando aqui venho ponho apenas um "hp" como se tivesse sempre com medo.
Esta é a pior hora, hoje foi às quatro da manhã, tive medo quando ela chegou, foi um turbilhão de ideias, imagens, brisas que embateram em mim e me fizeram desligar o mp3 fechando o estore e sentando-me autistamente na cama, curvado sobre o computador. Com medo de rebentar na hora perigosa vim logo escrever, que agora tudo me está a irritar, é aquela hora do dia, aliás da noite porque é quase sempre á noite e nunca de dia, em que penso em tudo, em que penso no que podia ter feito e no que podia ter evitado tocar, pensar, agir, falar, qualquer coisa.
Estava calor, agora está um vento que sopra doido e num reboliço tal quase me levanta, ao menos se me levasse estes pensamentos em que os outros estão incutidos, embutidos, espalmados na minha cabeça, alegres, felizes alheios à minha hora, aliás acho que agora está tudo alheio agora (pudera está tudo a dormir) quem eu queria que estivesse a dormir não está, mas devia pois só em sonhos a minha alma se encontra com a sua, pois nesta realidade sedentária em que nos encontramos nada dos une, tudo nos desintegra, sim porque somos meras peças, já nem somos corpos para serem desfeitos, isso era nos tempos do sonho, no tempo do Sol, agora existe negro, ébano, e espero mesmo durante esta hora perigosa que alguém me venha salvar deste negrume que me mata a cada noite que passa, que me esmaga a cada passagem e me esbofeteia a minuto que passa, aliás se é uma hora perigosa, imaginem o sofrimento dessa mesma que parece dias, meses,anos.
Esta é a pior hora, hoje foi às quatro da manhã, tive medo quando ela chegou, foi um turbilhão de ideias, imagens, brisas que embateram em mim e me fizeram desligar o mp3 fechando o estore e sentando-me autistamente na cama, curvado sobre o computador. Com medo de rebentar na hora perigosa vim logo escrever, que agora tudo me está a irritar, é aquela hora do dia, aliás da noite porque é quase sempre á noite e nunca de dia, em que penso em tudo, em que penso no que podia ter feito e no que podia ter evitado tocar, pensar, agir, falar, qualquer coisa.
Estava calor, agora está um vento que sopra doido e num reboliço tal quase me levanta, ao menos se me levasse estes pensamentos em que os outros estão incutidos, embutidos, espalmados na minha cabeça, alegres, felizes alheios à minha hora, aliás acho que agora está tudo alheio agora (pudera está tudo a dormir) quem eu queria que estivesse a dormir não está, mas devia pois só em sonhos a minha alma se encontra com a sua, pois nesta realidade sedentária em que nos encontramos nada dos une, tudo nos desintegra, sim porque somos meras peças, já nem somos corpos para serem desfeitos, isso era nos tempos do sonho, no tempo do Sol, agora existe negro, ébano, e espero mesmo durante esta hora perigosa que alguém me venha salvar deste negrume que me mata a cada noite que passa, que me esmaga a cada passagem e me esbofeteia a minuto que passa, aliás se é uma hora perigosa, imaginem o sofrimento dessa mesma que parece dias, meses,anos.

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