Um refrescante putrefacto.
Sinto-me muito solto, como se caminha-se na Marginal ao fim da tarde, sinto-me leve, calmo, sereno, raio de sol derradeiro, cheiros mistos se envolvem no ar, enfim, bem não é nada disto que quero aqui dizer...
Ontem foi dia onze de Setembro, e não não vou falar das Torres que caíram à onze anos...
Vou escrever uma coisa que ontem também caiu de mim, a credibilidade, acho que ontem perdi um pouco dela, acho que ontem deixei de a ter entre mãos, agora sinto-a a escorregar pelos dedos como mel onde o Sol de cima continua derradeiro e dá uns tons de âmbar à coisa.
Eu estou aqui a tentar eufemizar a coisa mas não consigo, nem a música me consegue dar esse animo, essa vontade espirita de voar, e não ser pássaro, talvez a voar consiga ganhar a credibilidade que fizeram desmoronar, sei lá, uma históriazeca daquelas que não há tempo para matar a saudade.
Mas apesar da queda, sinto-me aliviado, sereno, calmo como comecei o texto, eu cresci porra, e isso ninguém pode dizer que não, eu vivi e bem mas se for hoje, a esta hora, e olha que não me importava, que tenha de partir eu parto.
Por agora vou dormir, vou esquecer a hora perigosa, vou adormecer sobre ela, amanha se houver vontade faço, senão altero para outro dia, dia esse em que não me tenha que lembrar de lembrar de deixar isto, apenas me ocorrer e fazer, fazer, fazer.
"E se um dia eu disser que já não quero estar aqui..."


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