Cada passo que ele me obriga a dar é um autêntico suplicio, é uma patética dor que se infiltra nos meus ossos que me percorre a mente, e grito a ver quem pode salvar. Porque o que está dentro de mim dá vontade de soluçar de paixão negra á vil alma que tenho.
É o Medo, é ele, vive cá dentro aos anos e anos e apela pela Morte velha aquela melancolia que entorna gotas de sangue pelo meus braço, que escorrem, que escorrem, como o Medo que me cala nas noites de agonia, em que lá fora tudo voa e é destruido pela grande tempestade, e eu nos lençois brancos me contorço completamente movido por ele, o Medo.

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