Nunca sei como irei começar um texto, é díficil, a primeira palavra é como o primeiro passo, é sempre o que custa mais, o resto torna-se tudo mais facil, os passos com o andar, as palavras com o corridinho dos parágrafos.
Não tenho tema, sou um vácuo vazio, sem matéria, coração.
Sou um Homem do Vitruvio, sem pernas, sem braços, e sem circulo perfeito á minha volta. Nada me guia, nem Sol pelo campo, nem farol no oceano, não tenho nada nos bolsos, nem na mente, nem no cerebro, o meu espirito é leve como uma folha seca no final do escarlate Outono, perdi os sapatos, a carteira, não sou ninguem, nao há nada que me identifique, nem cartões, vistos ou certidões.
Sinto-me mesmo livre, sinto-me no lábio da liberdade, aquele vermelho lábio...
Agora se perguntarem por mim diz-lhes que voei.

1 comentário:
és tu que escreves todos os textos?
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